o final do verão é uma espécie de separação amorosa. [REPOST] não gosto de despedidas. nem de partidas nem de separações. é como se me cortassem uma perna ou uma mão, fico temporariamente disfuncional. sejam lá de que tipo for. um dia fui viver para fora e descobri que os aeroportos só são bons à chegada, quando os braços estão abertos e nos reencontramos num fui-ali-e-já-voltei. descemos aquela rampa com o sorriso a esticar a pele, varrendo a pente-fino a multidão esperadora para encontrar quem já nos aconchega no único lugar que será sempre melhor do que qualquer destino exótico. tudo bem que a nossa casa é onde mora o nosso coração blá-blá-blá mas os corações de quem gostamos fazem muita falta e quando são os outros a partir também não-é-pêra-doce; os adeuses afrouxam e atabalhoa-se a coisa para disfarçar os olhos de maresia com recomendações de última hora que iludem numa proximidade que não vai existir. na verdade, quando é para partir sem data de regresso não há muita distinção entre quem vai e … Continue a ler Anita fica silly sem o verão
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