“Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar.” (Friedrich Nietzsche) olho espreitador o mundo é redondo. foi o que me disse a minha amiga chinesa na despedida, obrigadas a separarmo-nos logo ali, junto à entrada para controle de passaportes. deixávamo-nos cheias de lembranças que ainda não o eram, sabíamos que provavelmente não voltaríamos a ver-nos e que nem sempre isso quer dizer menos que uma amizade intensa a combinar com o que foi um dos períodos mais marcantes da minha vida. senti no abraço dela a força daquelas palavras, mas julgo só agora começar a entender a abrangência do seu significado. de Hong Kong a Lisboa são tantos quilómetros e água e diferenças horárias que marcam toda uma lonjura imutável, uma distância entre o presente e um futuro sem a tentação de parar no meio. mas existem sempre estes recantos onde nos encontramos e encontramos pessoas que nos acompanham pelo tempo necessário – necessário, nem sempre o tempo que tantas vezes gostaríamos. e tal como as pessoas, cada take da nossa vida se vai alinhando e reinventando para dar … Continue a ler Mais uma volta no carrossel
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