Da psicocinefilia do pecado – Avareza
“Il milione è mio e nessuno me lo tocca.” Nino Manfredi/Giacinto Mazzatella Feios, porcos e maus (Ettore Scola, 1976) A inteligência e a razão permitem aos seres humanos a faculdade de evoluir para além da simples satisfação das chamadas necessidades básicas; as necessidades secundárias fundamentam-se nessas capacidades tipicamente humanas e orientam-se para a auto-realização e para a possibilidade de crescimento e evolução contínuos ao longo da vida, do ponto de vista pessoal e social. A ambição e a ganância podem por isso ser emoções altamente adaptativas, quando orientadas para estas metas; ao tornar-se excessivas, perdem a sua utilidade e passam a traduzir apenas uma imensa vontade de querer sempre mais – independentemente de já se ter mais do que o suficiente ou do impacto que esse desejo possa ter no Outro. Na concepção cristã, a avareza é considerada um pecado mortal no sentido em que o avarento prefere os bens materiais a Deus, trocando o divino pelo profano e o eterno pelo circunstancial. Por isso, nos textos religiosos, a avareza é equiparada à idolatria. A … Continue a ler Da psicocinefilia do pecado – Avareza
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