Da psicocinefilia do pecado – Gula
“Everything in this room is eatable, even I’m eatable!… But that is called cannibalism.” Johnny Depp/Willie Wonka Charlie and the chocolate factory (Tim Burton, 2005) O mais apetitoso dos vícios é um prolongamento atitudinal, em grau, intensidade e frequência, da mais básica das necessidades humanas. Enquanto pecado, terá sido originalmente definido não como uma simples predisposição para o excessivo consumo alimentício, mas também como a inclinação para o prazer em comer demais – no sentido literal ou metafórico. Nos dias de hoje, é possivelmente o pecado mais comum e amplamente percebido, tendo-se convertido num dos males maiores das sociedades modernas – pode dizer-se que vivemos na era da gula. Ela transformou-se num modo de vida, é reveladora de aspectos inconvenientes sobre a evolução do carácter, a consciência social, o sentido de responsabilidade e o auto-controlo, e simbólica não apenas do que ingerimos em demasia e sem necessidade, mas de todos os vícios modernos – a bebida, a droga, a compulsão para o consumo. A gula é alegórica da perversidade das diferenças sociais à escala planetária … Continue a ler Da psicocinefilia do pecado – Gula
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