Da psicocinefilia do pecado – Orgulho

“If I have to lie, steal, cheat or kill. As God is my witness, I’ll never be hungry again.” Vivien Leigh/Scarlett O’Hara Gone with the wind (Victor Fleming, 1939) Um olhar mais atento sobre as componentes do orgulho, as suas determinantes e as suas possíveis consequências revela que o rótulo atribuído por Dante como o mais mortal dos sete pecados capitais pode, na verdade, ser bastante injusto. Talvez mais do que qualquer outro dos sete pecados, o conceito de orgulho é demasiado complexo para ser alvo de uma interpretação única, podendo desempenhar papéis antagónicos quando analisado ao nível da sua instrumentalidade no comportamento humano. É uma faca de dois gumes, uma emoção dotada de uma dupla funcionalidade que desempenha um papel crítico em muitos domínios do funcionamento psicológico. Podem existir duas variantes do orgulho, originadas por processos cognitivos distintos; em ambas as vertentes, o orgulho resulta de um mecanismo cognitivo de comparação e inclui uma componente de autoavaliação intrinsecamente ligada à regulação e manutenção da autoestima – que por sua vez influencia uma vasta gama … Continue a ler Da psicocinefilia do pecado – Orgulho