Sem multas, não há ordem!

Mal acostumados. Há pouco tempo atrás li um título de uma notícia que me deixou algo esperançado acerca do seu conteúdo. Não falo do valor jornalístico da peça, mas da informação que pensei conter. Quando li, naquelas gordas letras, que a Brigada de Trânsito teria facturado em multas, em 2009, metade daquilo que facturou em 2008, deixei fugir um sorriso ingénuo. Pensava eu que era uma boa notícia, que o condutor português estava mais cumpridor. Afinal, esta era uma notícia preocupante. Preocupante para quem dirige este país que, na sua sagacidade sem igual — em vez da ingénua esperança com que li a informação —, nem por segundos acreditou que poderia haver menos multas por haver menos infracções. Astuto, o burocrata logo decidiu que tal baixa na facturação com multas se devia à incompetência — quem sabe, até, à preguiça — dos fiscais da decência rodoviária. Não fossem os senhores que governam as nossas forças políciais pessoas sérias e de grande sentido de responsabilidade cívica, dir-se-ia que o que pretendem é instigar a caça à … Continue a ler Sem multas, não há ordem!