Continuando o tema (vasto, diverso e irrequieto) do protocolo em rede, vem ainda a propósito falar da utilização das redes sociais para os mais diversos fins – do profissional ao pessoal, do político ao lúdico, do informativo ao esclarecedor, do proibido ao permitido. E convém falar, reforçar, realçar, destacar o que de bom este meio de comunicação nos trouxe, tanto como os perigos e as desvantagens do seu uso.
As recentes campanhas eleitorais usaram e abusaram desta comunicação, pela proximidade de que se reveste em relação ao eleitor amigo, fã, integrante de um grupo de apoio, apoiante de uma crítica ou de um elogio a um candidato, enfim, muitas e diferentes maneiras para atingir o voto. Aqui vale a pena registar a diferença entre os políticos que de facto estiveram próximos e atentos e que mantiveram acesas as polémicas, as ideias, as “bocas” que lançaram, e aqueles que se fizeram representar e que apareceram de uma maneira estática largando aos “bochechos” as suas mensagens através de outros e não dando continuidade ao que essas mensagens suscitavam. Quer isto dizer que, nalguns casos, isso foi tão evidente, que as mensagens pareciam deslocadas no contexto e, francamente, não sei se obtiveram grande eco. Mais, na maior parte dos casos os tais representantes desapareceram do mapa com as eleições, enquanto que os políticos que deram alguma importância às redes sociais por lá continuam.
Nas redes sociais é preciso alimentar os amigos, fãs, membros do grupo. Não chega simplesmente estar lá. Por isso elas cresceram tanto, e para tantos lados, como se a ventoinha, de repente, tivesse começado a trabalhar …
Preocupante, alarmante, é a leviandade com que as pessoas põem a sua vida a nu em rede. Nunca é demais falar neste aspecto que mexe com a segurança – segurança das pessoas, das informações, dos locais, e preservação da intimidade de todos e de cada um. Como é que as pessoas estranham comentários às suas férias, ao riso dos filhos, ao vestido que levaram ao casamento da prima, ao chapéu que levam para a praia, aos amigos, se chapam com tudo isso “ao vivo e a cores” e com todos os pormenores na sua rede social? Pensem nisso! E nunca será de mais falar na segurança das crianças e dos adolescentes. Assim, regra de ouro, e primeira, na utilização das redes sociais é não exibir fotografias dos mais novos e preservar a intimidade. Recomenda-se também alguma contenção na revelação dos dados pessoais e nas informações que se fornecem, que muitas vezes, também invadem a intimidade de outras pessoas.
Use e abuse das redes sociais para informar e ser informado, para se divertir, para conviver, mas nunca esqueça que a segurança tem que ser uma constante, sempre, sem excepção!
Quanto ao correio electrónico, as principais regras de segurança passam por não encaminhar mensagens com endereços de outras pessoas “no pacote” e fechar o seu correio cada vez que o utiliza.
E, por mais próxima que seja a comunicação em rede, nunca é demais lembrar que é preciso individualizar, utilizar com cortesia, acrescentando alguma palavra que faça o destinatário sentir que a mensagem lhe é efectivamente dirigida.
Aproveite a época do Natal para treinar. Se não puder telefonar ou enviar aquele velho e “careta” cartão de Boas Festas (que tão bem sabe receber), individualize cada mensagem. Não deseje a todos o que é para um só, nem para um o que é para todos.
E mantenha-se atento. Navegar em rede e comunicar em rede não é o mesmo que escrever uma carta que se fecha, se sela e se envia para uma determinada pessoa. Aí existe um emissário e um receptor. Em rede, sabe-se lá quantas pessoas rasgam o envelope…

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