Arquivo 2009-2013, Música

JAZZ – Discos do Ano 2009 – INTERNACIONAIS



Paulo Barbosa apresenta os melhores disco internacionais da colheita Jazz de 2009. Sendo sempre algo limitantes e mesmo ridículas, porque redutoras e incapazes de espelhar tudo o que de mais importante se passou no espaço de 365 dias, estas listas de final de ano têm sempre o seu quê de irresistível, pelo menos para mim. E o maior motivo de interesse que nelas reside é exactamente o da possibilidade que oferecem de que se possa ainda deitar o olho – neste caso, o ouvido – sobre aquilo que nos poderá ter passado despercebido ao longo de todo um ano. O meu contributo para aguçar o apetite de curiosos como eu tem aqui a sua 1ª parte, dedicada a edições estrangeiras. A ela se seguirão, muito em breve, duas outras, uma relativa a discos de jazz nacionais e outra a olhar para trás, relativa a reedições, ou seja, a alguns discos já clássicos na história desta música que reemergiram no mercado discográfico ao longo do ano de 2009.

1ª Parte: MELHORES DISCOS INTERNACIONAIS

Chegamos agora ao final de um ano excepcionalmente rico no que a novas edições de jazz concerne. Esta é, portanto, uma lista cuja elaboração representou um processo extremamente penoso de exclusão de uma série de outros grandes álbuns, mas estas selecções são mesmo assim… Não pense, portanto, o leitor que não há muitos outros grandes discos que ficaram de fora, situação que, a pensar nos mais curiosos e empenhados, tentei remediar com a apresentação de uma lista adicional que apelidei de “Ainda a considerar”. Alguns dos itens aí incluídos são gravações verdadeiramente especiais – nomeadamente A Single Sky, de Dave Douglas, e Floating Islands, por Lotte Anker, Craig Taborn & Gerald Cleaver –, às quais só por terem surgido bem próximo do final do ano não concedi o direito (ainda que não deixando de lhes reconhecer o mérito) de destronar qualquer das que faziam já parte da lista tida como definitiva.

Ben Allison: Think Free

Palmetto

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Pouco dado a demonstrações gratuitas de virtuosismo, Ben Allison destaca-se, enquanto contrabaixista, pela profundidade do seu som e pelo modo como confere o balanço certo ou a textura mais apropriada a cada tema, mas é nas qualidades de compositor e líder que Allison tem vindo a afirmar-se como um dos mais relevantes músicos do novo jazz.

Sempre vi Charles Mingus e Radiohead como duas das suas mais importantes fontes de inspiração. Think Free vai mais longe logo no tema que o abre, o qual, não fosse um ou outro aspecto mais luxuriante presente na sua estrutura harmónica, bem poderia ser uma composição dos R.E.M..

A originalidade da música de Allison parece resultar tanto da simplicidade que caracteriza as suas composições como do modo como estas invariavelmente se vêem enriquecidas pelo sofisticado desenvolvimento que lhes é dado por este excelente colectivo, do qual fazem parte a violinista Jenny Scheinman, o trompetista Shane Endsley, o guitarrista Steve Cardenas e o baterista Rudy Royston.
Mais uma vez, Ben Allison assina um registo que é quase um disco de rock e é ao mesmo tempo um dos melhores álbuns de jazz do ano!

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David Binney: Third Occasion

Mythology

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Se David Binney se vinha paulatinamente afirmando como um dos mais criativos músicos dos últimos tempos, este seu novo álbum coloca-o de forma definitiva na linha da frente do jazz contemporâneo. Toda a música de Third Occasion foi concebida e executada com uma dedicação e uma mestria inultrapassáveis.

Um clima muito especial, que lembra o tipo de atmosfera simultaneamente misteriosa e envolvente cara à música de geniais arranjadores como Gil Evans ou Maria Schneider, marca a curtíssima “Introdução” de 30 segundos e o postlúdio de um minuto – “End” – entregues à secção de metais. Em todas as outras faixas, com excepção para um curto mas inebriante “Solo” de saxofone, os sopros adicionais são usados da forma menos esperada e convencional, ou pelo menos nunca na exposição de cada tema, assumindo o quarteto formado por Binney, Craig Taborn, Scott Colley e Brian Blade o centro gravitacional de uma música à qual é impossível ficar indiferente, tanto pelo enlevo do saxofonista como pelas qualidades dos seus parceiros.

O resultado é um monumento musical que arranha os céus, o melhor do jazz de Nova Iorque e do planeta Terra. Imperdível!

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John Hollenbeck Large Ensemble: Eternal Interlude

Sunnyside

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John Hollenbeck tem vindo a empreender um trabalho de excepcional originalidade com o seu Claudia Quintet e a escrever para grandes formações. Esta sua última faceta havia já sido testemunhada pelos belíssimos A Blessing (Omnitone, 2005) e Joys And Desires (Intuition, 2006), mas o baterista terá agora ido ainda mais além, com um novo álbum que é já, porventura, o mais marcante registo de big band de toda uma década.

Feito, na sua maioria, de longas peças que se desenvolvem de forma extremamente orgânica e simultaneamente lógica e surpreendente, os arranjos de Hollenbeck e o modo como esta superlativa big band os faz soar resultam numa música de frescura rivalizada apenas pela da grande maestrina Maria Schneider. Mas a verdade é que Hollenbeck é um orquestrador ainda mais inconformado e, para um par de ouvidos bem abertos, talvez ainda mais irresistível.

Ninguém escreve e ninguém dirige de forma tão criativa e original; Eternal Interlude é mais uma – e talvez a maior – prova disso mesmo. É uma obra de génio, um álbum eterno e intemporal.

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Keith Jarrett: Paris / London – Testament

ECM

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Apresentando-se a solo ou com o seu Standards Trio, Keith Jarrett é quase sempre um dos melhores de sempre. Este ano o pianista apresentou-se em dose dupla, primeiro em trio, logo no início do ano, com o também fortemente recomendado Yesterdays, e mais recentemente com esta incomparável maravilha a solo.

Jarrett tem ao longo da última década trazido a público vários excelentes registos a solo – com destaque para The Melody At Night, With You, Radiance e The Carnegie Hall Concert –, mas este Testament é, sem grandes reticências, o melhor disco a solo desta sumidade do piano (e, naturalmente, de qualquer outro pianista) desde o seu memorável Köln Concert.

São 3 horas (em 3 CDs) de soberbo pianismo, resultante da gravação de dois concertos carregados de momentos que fazem deste álbum um inebriante testamento da mais pura magia Jarrettiana.

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Steve Lehman Octet: Travail, Transformation, and Flow

Pi Recordings

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Na sequência de uma impressionante série de edições discográficas, este mais recente Travail, Transformation, and Flow constitui uma das mais fortes afirmações de originalidade apresentadas por um músico de jazz nos últimos anos.

Tomando como base as explorações de Eric Dolphy registadas no clássico Out to Lunch e o princípio do movimento M-Base que defendia o ritmo como o ingrediente mais importante da música, Steve Lehman apresenta agora um álbum intenso e palpitante do princípio ao fim, no qual a improvisação se subordina ao rigor da escrita e onde o ensemble domina sobre os solistas, ainda que o sax alto do líder faça questão de se impor, e sempre da melhor forma, em vários momentos estratégicos. Apesar de tudo isso, qualquer dos instrumentistas aqui presentes parece gozar de uma (quase) plena liberdade de expressão, o que faz desta música um caso extremo de contemporaneidade (com alguns ritmos afins do hip-hop a ajudar) e mesmo de pós-modernismo.

Lehman representa, cada vez mais, um dos futuros desta música intemporal que é o jazz.

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Donny McCaslin: Declaration

Sunnyside

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Donny McCaslin evidencia aqui, mais claramente do que nunca, o dom de construir composições extremamente acessíveis e aparentemente simples, que resultam, no entanto, de uma complexa organização sob os pontos de vista rítmico e harmónico. Da mesma forma, por força de uma imaginação melódica aparentemente inesgotável e de uma avançadíssima linguagem rítmica, McCaslin reafirma-se aqui como um dos mais distintos e impressionantes saxofonistas e improvisadores da actualidade.
“Rock Me“ é desperdiçado pela vontade do guitarrista Ben Monder de frisar o significado expresso no título do próprio tema, enquanto “Jeanina” representa a balada esperada, mas, talvez por isso mesmo, forçada e desnecessária no contexto deste disco; com um núcleo duro que funciona na perfeição, belíssimos arranjos que incorporam um conjunto adicional de sopros e uma excelente produção por David Binney, o restante do CD constitui uma das mais fascinantes experiências musicais que nos trouxe o ano de 2009.

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The Monterey Quartet: Live at the 2007 Monterey Jazz Festival

Monterey Jazz Festival Records

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Um caso cada vez mais raro de uma congregação all-stars em que tudo resulta da melhor forma. Sem comprometer uma gota do fulgor que lhes é reconhecido, o saxofonsita Chris Potter, o pianista Gonzalo Rubalcaba, o contrabaixista Dave Holland e o baterista Eric Harland colocam os seus imensos dotes e os seus consideráveis egos ao serviço da música num concerto que só pode ter representado um dos melhores momentos da edição de 2007 do festival que dá nome ao quarteto e que resultou numa das melhores edições discográficas de 2009.

Mais ou menos preso à tradição, jazz desta qualidade e tocado por músicos tão sabedores e inspirados quanto estes terá sempre um lugar reservado à (minha) mesa. Este é um daqueles discos que vem destituir (ainda mais) de qualquer sentido a crescente banalização da expressão mainstream no Jazz. Se ao que aqui se ouve é aplicável esse rótulo, venha mais, muito mais, deste mainstream

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Miles Okasaki: Generations

Sunnyside

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Tive o imenso prazer de estar presente na apresentação oficial deste disco, na Jazz Gallery, em Nova Iorque. Ainda que consciente de que a audição do registo em estúdio dificilmente seria capaz de proporcionar, na tranquilidade da minha sala ou na privacidade do leitor de mp3, o nível de encantamento vivido no concerto, não poderia deixar de comprar o disco a que dizia respeito um momento tão memorável.

Pois a decepção, se existiu, foi rapidamente esquecida. Generations apresenta composições lapidadas por Okasaki com uma lógica quase matemática e a formação que lhes dá vida dificilmente poderia ser melhorada ou mais adequada aos seus intentos, com destaque para os três saxofonistas alto – dois dos quais, Miguel Zénon e David Binney, dos mais fortes da actual geração, ambos aqui em grande forma, mas o menos conhecido Christof Knoche não se porta nada mal – e o incrível Dan Weiss (baterista de um dos quartetos de Binney), sem esquecer a importantíssima prestação da cantora Jen Shyu, que ora se comporta como tal, ora como se de mais um saxofonista se tratasse. Com a sua guitarra, Miles Okasaki oferece também alguns intrigantes solos e dirige toda esta música com a mesma precisão com que a compôs.

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Chris Potter: Ultrahang

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Provavelmente o mais conceituado saxofonista tenor pós-Michael Brecker, Chris Potter é um músico capaz de se sentar e conversar com a maior das facilidades em contextos mais convencionais ou tradicionais como noutros mais fortemente marcados pela modernidade ou mesmo com algum cheiro de futurismo e progressismo, como é o caso deste seu Ultrahang.

Este grupo do saxofonista, que dá pelo nome de “Underground”, conta com Craig Taborn (ele próprio um músico com e do futuro) no Fender Rhodes, o guitarrista Adam Rogers (naquela que é talvez a sua melhor prestação de sempre) e o baterista Nate Smith. Com a excepção de duas belíssimas baladas, as batidas são intensas, mas raramente estáveis ou demasiado óbvias, o guitarrista opta por um som tingido pelo rock e o piano eléctrico de Taborn é fértil na criação de uma aura e de um groove fortemente contagiantes. Imperioso tanto no sax tenor como no clarinete baixo, Potter comanda este barco com um know-how reservado apenas aos melhores. Ele é, sem dúvida, um deles.

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WHO Trio: Less is More

Clean Feed

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Um disco único em todas as matérias: no trabalho de composição, na originalidade da abordagem que cada um dos músicos (o pianista Michel Wintsch, o contrabaixista Banz Oester e o baterista Gerry Hemingway) faz do seu instrumento, na dimensão e no tipo de interplay, nas inusitadas formas rítmicas que caracterizam a maioria dos temas… Uma série de características que só se verificam em músicos de elevado calibre e ao fim de muitos anos (uma década) de trabalho conjunto. Posto tudo isto, o WHO Trio não soa como nenhum outro trio de piano, contrabaixo e bateria em toda a História do Jazz: não toca standards como o trio de Keith Jarrett ou de Bill Evans, não toca temas oriundos do universo da pop como o de Brad Mehldau, nem improvisa livremente como o de Cecil Taylor; o WHO Trio construiu o seu próprio conceito musical e o seu próprio sistema de comunicação grupal e com isso criou também um novo nicho de extrema relevância no reino do piano-trio e de todo o universo do Jazz.

Se este disco é, como acima disse, único em todas as matérias, ele é – mais importante ainda – igualmente perfeito em todas elas. A não perder.

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MELHOR DISCO VOCAL

Dee Alexander: Wild Is The Wind

Blujazz

JAZZ - Discos do Ano 2009 - INTERNACIONAIS, Paulo Barbosa

Dee Alexander representa uma enorme surpresa, uma cantora imensamente segura e artisticamente relevante, que subitamente surge do nada como a mais fantástica e emocionante vocalista feminina da actualidade, encontrando rival apenas no sexo fraco de que faz parte Kurt Elling.
Dirigido pelo pianista Miguel de la Cema e incluindo o imenso contrabaixista Harrison Bankhead, o grupo desta cantora associada à AACM oferece o acompanhamento perfeito ao longo de uma audaz mistura de originais, temas dos seus mestres Henry Huff e Malachi Thompson e homenagens a reconhecidas influências.

Alexander dedica-se a cada tema com uma convicção cada vez mais rara na área do jazz vocal. Os tributos a Dinah Washington (“This Bitter Earth”) e Nina Simone (“Wild is the Wind” e “Four Women”) são interpretados com o tipo de entrega emocional com que apenas Carmen McRae soube homenagear as suas antecessoras.

Wild is the Wind é um belíssimo disco, um registo precioso, e Dee Alexander é um verdadeiro oásis de honestidade e criatividade num deserto cada vez mais estéril e inóspito.

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AINDA A CONSIDERAR:

John Abercrombie: Wait Till You See Her (ECM)

Lotte Anker, Craig Taborn & Gerald Cleaver: Floating Islands (ILK)

Lotte Anker, Craig Taborn & Gerald Cleaver: Live at the Loft (ILK)

Alex Cline: Continuation (Cryptogramophone)

Dave Douglas: A Single Sky (Greenleaf)

Dave Douglas: Spirit Moves (Greenleaf)

David Binney / Alan Ferber: In the Paint (Positone)

Terje Gewelt / Enrico Pieranunzi / Anders Kellberg: Oslo (Resonant Music)

Vijay Iyer: Historicity (ACT)

Keith Jarrett: Yesterdays (ECM)

Komeda Project: Requiem (WM Records)

Masada Quintet featuring Joe Lovano: Book of Angels (Tzadik)

Nicolas Masson Parallels: Thirty Six Ghosts (Clean Feed)

Chris Morrissey: The Morning World (Sunnyside)

Enrico Pieranunzi / Marc Johnson / Joey Baron: Dream Dance (CAM Jazz)

Plunge with Bobo Stenson: Origo (Kopasetic Produtions)

Jesús Santandreu: Sound Colors (Fresh Sound New Talent)

Wadada Leo Smith & Jack DeJohnette: America (Tzadik)

Martial Solal: Live at the Village Vanguard (CAM Jazz)

Tomasz Stanko: Dark Eyes (ECM)

John Taylor: Phases (CAM Jazz)

Bojan Z Tetraband: Humus (EmArcy)

Não perca também:

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JAZZ – Discos do Ano 2009 – REEDIÇÕES, por Paulo Barbosa

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O interesse pela música surgiu muito cedo, por volta dos 13 anos de idade, e a paixão pelo jazz pouco tempo depois. Iniciou a sua actividade na divulgação desta música em 1997, na Madeira, com os programas radiofónicos “Aqui Jazz” (1997) e “Guinness Clube Jazz” (1998-99), ambos na Rádio Clube (106.8), e tem, desde então, conduzido palestras sobre a História do Jazz em várias escolas secundárias dessa região. Deu iníco em 2005 à produção de eventos musicais, com alguns concertos na Quinta Splendida, que culminaram, em 2006, com o “Jazz Fest Quinta Splendida”. Promoveu, entre o final de 2005 e o início de 2008, cerca de 30 concertos no Chega de Saudade. Produziu vários outros concertos e acções de formação com músicos como Dennis González, Ohad Talmor, Steve Swallow, Adam Nussbaum e vários outros. Foi director artístico e produtor executivo do festival “Xôpana Jazz” em 2007 e 2008. Desde 2007, é director artístico do “Mudas Jazz Sessions”. É colaborador, desde 2006, da revista “Jazz.pt” e, desde 2007, do jornal “Público” (suplemento cultural “Ípsilon”). Criou, em Março de 2009, o site JAZZ XXI. No dia 1 de Janeiro de 2010, inaugurou, com os críticos Manuel Jorge Veloso, Raul Vaz Bernardo, Leonel Santos, Rui Duarte e António Branco, o site JAZZ 6/4. Fotografia: Renato Nunes