Tanto se tem passado na Colômbia: o controlo dos narco-terrorismos, crescimento económico, uma explosão cultural. Muito possivelmente por esta ordem.
Às escondidas dos ouvidos europeus, desde os anos 90 que várias novas bandas têm vindo a integrar, com inteligência e sensibilidade, as diversas matrizes do folclore local com novos ritmos e novas tendências.
Não quer isto dizer que, musicalmente, lhes faltasse alguma coisa. Dos Llanos ao Pacífico e dos Andes ao Caribe, a riqueza do folclore colombiano é não só inegável como muitíssimo presente. Dentro e fora de portas.
Mas a Colômbia já não é só tradição.
Chegados do exterior: rap, hip-hop, reggae, dub, techno e kuduro entraram de rompante no quotidiano dos jovens colombianos. E aquilo que podia ter-se revelado uma colonização estéril, teve afinal um final feliz.
E tudo por culpa da cumbia. Com um potencial de mestiçagem raro e um espírito festivo à prova de bala, a cumbia absorveu e incorporou tudo aquilo que lhe exigiram e permitiu a uma nova geração de músicos expressar o seu tempo e a sua tradição sem precisarem de abdicar de nenhum dos dois.
Bem-vindos ao novo cartel.
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